















Como qualquer outra, minha família pra mim é um espelho. Apesar de muitas coisas ruins que já aconteceram, ela permanece firme até hje. Somos uma família que financeiramente viviemos mto bem. Minha mãe (Aurineide) e o meu pai (Zé) no geral são nota 10. Mas, nem tudo são flores. Na minha infância, meu pai bebeu mto e por mtas vezes chegou bebo fazendo confusão com agente, foi uma época mto difícil da minha vida. Hje em dia ainda bebe, mas, bem menos do que antes, as confusões ficaram p trás, acho q ele tomou cociência de q se ñ parasse com aquilo iria nos perder e hje sua bebida só faz mal a si próprio. Minha mãe é maravilhosa, linda, sua luta e sua bondade superam tudo, até seu vício pelo cigarro q é incontrolável. Eu bem q poderia falar da minha irmã(Perla), mas ñ tenho o q dizer, ñ sei q tipo de sentimento tenho por ela, só sei q amor ñ é. E digo as pessoas q me perguntam por ela na rua, q vão cuidar de sua vidas, pois ela é ela e eu sou eu. Ela tá em casa e ñ vai mais ser freira talvez vire GDP. Já os familiares coadjuvantes, aqueles q a maioria do pessoal dizem q "cagam" a gente, por parte de mãe eu tenho muitos, salvam-se uns 3 eu acho. O resto são tão ruins q pra vcs terem uma idéia a coitada da minha vó tava com o pé na cova e eles no lugar de estarem rezando p vê se ela melhorava já tavam era atrás de dividir as coisas da coitada. Mas graças a Deus ela tá bem viva e se Deus quiser ainda vai enterrar mtos deles, bem q poderia enterra-los vivos kkkk. Bando de invejosos e malditos um dia ainda se sufocarão com suas próprias línguas. Por parte do meu pai eu ñ tenho o q dizer, pois todos torcem mto por mim, desses com certeza ñ me esquecerei. Meus primos, mtos são como irmãos, já os outros prefiro nem falar p ñ dar hibope a esse tipo de gente. Aiiiii cansei, vou parar por hje. Mas, antes vou deixar esse pensamento: "quanto mais conheço algumas peça ruins da família Maciel, mais amo minhas cobras venenosas."
PODER PARA O POVO PRETO

1984, O mundo começou pelo menos pra mim, e a minha história reduzida, é mais ou menos assim:
Nascida em Solonópole cidade linda e hospitaleira, desde pequena acostumada a subir ladeira, me lembro muito bem dos meus tempos de moleka
que sempre passava as férias tomando banho na cachoeira da paredinha. Andava pelas ruas vestida só de calçinha, se tu passasse em minha frente com certeza eu dava uma risadinha. Carnaval de club perigoso e divertido, mas passei por tudo isso entre mortos e feridos. Graças ao meu pai e o pessoal da favela. Minha mãe e minha vó como sempre não dava trégua. Lembra da casa amarela em frente a praça, de vez em quando eu ia lá, curtir um funk, ver os meninos rebolar, brincar de cai no poço, foi lá que apredi o quanto é bom beijar. Eu ia pra zoar, fazer barulho, falar um pouco dos problemas, comida, som, bagulho. Sempre ligada, sempre sabendo o que quer, sempre boa da cabeça, nunca doente do pé.
Eu vou levando a vida,
É, juro que vou
Só no sapato, sempre sendo o que sou!!!!
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